{"id":51027,"date":"2017-09-01T16:10:05","date_gmt":"2017-09-01T19:10:05","guid":{"rendered":"http:\/\/antigo.hippobusiness.com.br\/?p=51027"},"modified":"2017-09-01T16:18:40","modified_gmt":"2017-09-01T19:18:40","slug":"china-a-vida-do-outro-lado-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.hippobusiness.com.br\/en\/china-a-vida-do-outro-lado-do-mundo\/","title":{"rendered":"China: A vida do outro lado do mundo"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row row_type=&#8221;row&#8221; use_row_as_full_screen_section=&#8221;no&#8221; type=&#8221;full_width&#8221; oblique_section=&#8221;no&#8221; text_align=&#8221;left&#8221; css_animation=&#8221;&#8221;][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<div class=\"wpb_text_column wpb_content_element \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Por\u00a0<strong>T\u00e1rsila Lemos Borges<\/strong>, professora na Hippo Business, <\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>[\/vc_column_text][vc_separator type=&#8221;transparent&#8221; thickness=&#8221;1&#8243; up=&#8221;20&#8243; icon_pack=&#8221;font_awesome&#8221; fe_icon=&#8221;arrow_back&#8221; icon_type=&#8221;normal&#8221;][vc_column_text]O ano de 2017 marca minha comemora\u00e7\u00e3o de 10 anos de China. Amigos e familiares n\u00e3o se cansam de me perguntar o que me fez escolher o pa\u00eds asi\u00e1tico como destino e escola da vida adulta. A resposta completa seria muito longa, mas a curta seria assim: A l\u00edngua chinesa me trouxe \u00e0 China, a cultura me manteve aqui e a polui\u00e7\u00e3o talvez me fa\u00e7a partir um dia.[\/vc_column_text]<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>[vc_separator type=&#8221;transparent&#8221; thickness=&#8221;1&#8243; up=&#8221;20&#8243; icon_pack=&#8221;font_awesome&#8221; fe_icon=&#8221;arrow_back&#8221; icon_type=&#8221;normal&#8221;][vc_column_text]Aqui cheguei ainda muito jovem. Tudo o que tinha era uma bolsa de estudos do governo chin\u00eas para estudar mandarim e cerca de 500 d\u00f3lares poupados em minha vida de estudante. Coragem tamb\u00e9m tinha. N\u00e3o falava mandarim, mas dominava o ingl\u00eas e foi com ele que me virei enquanto engatinhava no curso local. As dificuldades no primeiro dia da viagem \u2013 desde a perda da conex\u00e3o no aeroporto em Toronto at\u00e9 conseguir identificar o nome da cidade em ideogramas na rodovi\u00e1ria de Pequim \u2013 j\u00e1 comprovavam os desafios que vinham pela frente.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_separator type=&#8221;transparent&#8221; thickness=&#8221;1&#8243; up=&#8221;20&#8243; icon_pack=&#8221;font_awesome&#8221; fe_icon=&#8221;arrow_back&#8221; icon_type=&#8221;normal&#8221;][vc_column_text]Mas eu tinha vindo para aprender e n\u00e3o iria desistir. Antes mesmo do t\u00e9rmino da bolsa de estudos, decidi me inscrever no Programa Leitorado, com professores de portugu\u00eas pelo mundo, oferecido pelo Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Brasil. Havia uma vaga na Universidade de Pequim, a melhor do pa\u00eds. A vaga me foi concedida e um sentimento de tranquilidade me invadiu. Teria, a partir de ent\u00e3o, um contrato que me permitiria ficar mais tempo na China e aprender a l\u00edngua de fato. Afinal, n\u00e3o se aprende mandarim em um ano. [\/vc_column_text][vc_separator type=&#8221;transparent&#8221; thickness=&#8221;1&#8243; up=&#8221;35&#8243; icon_pack=&#8221;font_awesome&#8221; fe_icon=&#8221;arrow_back&#8221; icon_type=&#8221;normal&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<p>Anos se passaram e a primeira turma da Universidade de Pequim se graduava em l\u00edngua portuguesa. Eram meus alunos! Muitos dos quais trabalham hoje ao meu lado como professores e tradutores. A parceria entre falantes nativos de portugu\u00eas e mandarim resulta em cursos de alto n\u00edvel e tradu\u00e7\u00f5es quase que impec\u00e1veis. Depois de cinco anos trabalhando como professora de l\u00edngua portuguesa, recebi uma nova proposta de trabalho. O departamento de portugu\u00eas da Ag\u00eancia de Not\u00edcias <em>Xinhua<\/em> procurava tradutores. Ali estive durante dois anos.[\/vc_column_text][vc_separator type=&#8221;transparent&#8221; thickness=&#8221;1&#8243; up=&#8221;35&#8243; icon_pack=&#8221;font_awesome&#8221; fe_icon=&#8221;arrow_back&#8221; icon_type=&#8221;normal&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<p>Com todas essas experi\u00eancias, na vida profissional aprendi a traduzir e editar, aprendi sobre o conceito de jornalismo chin\u00eas. Na vida social, elevei meu n\u00edvel do idioma espanhol ao avan\u00e7ado e hoje a considero a l\u00edngua que melhor falo. Quando aqui cheguei, falava muito pouco franc\u00eas. Hoje, me comunico sem mais problemas. A l\u00edngua inglesa me \u00e9 \u00fatil diariamente entre amigos estrangeiros que n\u00e3o falam outra l\u00edngua em comum. O mandarim est\u00e1 presente na vida di\u00e1ria, seja ela social ou profissional.[\/vc_column_text][vc_separator type=&#8221;transparent&#8221; thickness=&#8221;1&#8243; up=&#8221;35&#8243; icon_pack=&#8221;font_awesome&#8221; fe_icon=&#8221;arrow_back&#8221; icon_type=&#8221;normal&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<p>Ap\u00f3s todos esses anos, era hora de um novo desafio. Em 2013, a Embaixada do Brasil em Pequim buscava tradutores para os setores Cultural e Educacional. Fui aprovada no processo seletivo e ali aprendi a traduzir em campo, a negociar condi\u00e7\u00f5es com os chineses, organizar eventos de promo\u00e7\u00e3o cultural, manter o di\u00e1logo entre estudantes brasileiros e universidades chinesas. O tempo em que estive trabalhando nessas frentes como tradutora me ensinou que meu lugar de trabalho n\u00e3o era limitado ao escrit\u00f3rio de tradu\u00e7\u00e3o ou \u00e0 sala de aula, ainda que essa \u00faltima seja minha grande paix\u00e3o. Eu j\u00e1 havia me transformado em int\u00e9rprete. Int\u00e9rprete de portugu\u00eas-mandarim que se aprimorou durante a Copa do Mundo e Olimp\u00edadas no Brasil.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_separator type=&#8221;transparent&#8221; thickness=&#8221;1&#8243; up=&#8221;35&#8243; icon_pack=&#8221;font_awesome&#8221; fe_icon=&#8221;arrow_back&#8221; icon_type=&#8221;normal&#8221;][vc_column_text]Hoje, moro em Pequim. Sou professora universit\u00e1ria e coordenadora do N\u00facleo da Cultura Brasileira da Universidade de Pequim. Sou professora de ingl\u00eas da Hippo Business Language Consulting. Sou int\u00e9rprete de portugu\u00eas-ingl\u00eas-mandarim da Embaixada do Brasil na China em situa\u00e7\u00f5es de visitas oficiais de presidentes e ministros.[\/vc_column_text][vc_separator type=&#8221;transparent&#8221; thickness=&#8221;1&#8243; up=&#8221;35&#8243; icon_pack=&#8221;font_awesome&#8221; fe_icon=&#8221;arrow_back&#8221; icon_type=&#8221;normal&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<p>A China n\u00e3o \u00e9 um pa\u00eds \u00f3bvio em um primeiro momento. Hoje, ap\u00f3s dez anos vivendo aqui, talvez, eu passe pelos mesmo desafios, mas j\u00e1 n\u00e3o os vejo como dificuldades. Daquela menina que chegou aqui, permanecem em mim a coragem e a vontade de continuar aprendendo.[\/vc_column_text][vc_separator type=&#8221;transparent&#8221; thickness=&#8221;1&#8243; up=&#8221;35&#8243; icon_pack=&#8221;font_awesome&#8221; fe_icon=&#8221;arrow_back&#8221; icon_type=&#8221;normal&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais tempo livre, menos gastos, liberdade para estar onde quiser, proximidade com a fam\u00edlia e um dia a dia mais produtivo. Pareceu uma rotina ut\u00f3pica para voc\u00ea? Pois, acredite, nos dias de hoje, isso n\u00e3o precisa mais ser um sonho. Tudo isso come\u00e7a a virar realidade no Brasil por meio da ades\u00e3o do home office pelas empresas.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":51029,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[67],"tags":[68,70,72,71,69],"class_list":["post-51027","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","tag-casa","tag-disciplina","tag-evolucao","tag-futuro","tag-trabalho"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antigo.hippobusiness.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51027","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antigo.hippobusiness.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antigo.hippobusiness.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.hippobusiness.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.hippobusiness.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51027"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/antigo.hippobusiness.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51027\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51033,"href":"https:\/\/antigo.hippobusiness.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51027\/revisions\/51033"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.hippobusiness.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51029"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antigo.hippobusiness.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51027"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.hippobusiness.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51027"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.hippobusiness.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51027"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}